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  O que é Desenvolvimento Sustentável

Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Em 1987, a CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common Future (Nosso futuro comum), também conhecido como Relatório Brundtland.

No entanto, O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 - Eco-92, no Rio de Janeiro. O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram, por ocasião da Conferência.

A Declaração de Política de 2002, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, afirma que o Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma reconhece a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros, saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos principais do Desenvolvimento Sustentável — sociedade, ambiente, economia e cultura.

  • Sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no desenvolvimento.
     
  • Ambiente: a conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre a atividade humana e as decisões.
     
  • Economia: sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.
     
  • Cultura: é geralmente omitido como parte do DS (Desenvolvimento Sustentável). Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (Educação para o Desenvolvimento Sustentável).

A Amazônia tem seu potencial baseado econômico baseado, principalmente na riqueza de seus recursos naturais. Portanto, pensar em desenvolvimento sustentável para a Amazônia requer o conhecimento pleno do que ela pode oferecer, sua excepcional biodiversidade e potencialidades.

Desde a Rio 92, as empresas públicas, privadas e a sociedade civil organizada vêm empreendendo esforços para a consecução de práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável do planeta. Um exemplo disso foi a assinatura do Protocolo de Kyoto que está desaguando na questão do aquecimento global.

O Banco da Amazônia, como ator relevante do processo de desenvolvimento sustentável da Região Amazônia, tem sua parcela de responsabilidade, e, como tal, este desafio lhe é apresentado, cotidianamente, em sua atuação como banco comercial ou de fomento, pois o crédito de longo prazo constitui-se em indispensável fator propulsor desse desenvolvimento. É nesse contexto que o banco estimula atividades que agreguem valor a produtos regionais, a biotecnologia, a produção e utilização de novos materiais e as fontes renováveis de energia e biocombustível, abrindo canais de parcerias e cooperação para atrair novas fontes de financiamento para negócios sustentáveis na região. O grande desafio a ser superado pelo Banco em parceria com os stakeholders reside na equação: “Como conciliar o econômico, o social e o ecológico num conjunto de ações integradas que possam levar a sociedade a patamares de evolução e resultados inéditos, que jamais seriam atingidos pelas estratégias fragmentadas de desenvolvimento que prevalecem hoje?”